Ciranda de Fita
Naiara Lira

O anel que tu me deste,

Era vidro e se quebrou,

O amor que tu me tinhas,

Era pouco e se acabou.

 

Paracundê...

 

Ciranda, cirandinha,

Eu só vim para contar minha história fracassada

De alguém que não soube amar

 

Minha mão ele tomou,

Pra ciranda me levou,

Pés descalços entre fitas de cetim.

Seu amor ele jurou

quando aos meus pés se ajoelhou

Fez parar todo salão!

 

No meu peito o sol nasceu,

Eu que nunca quis casar,

Um vestido eu escolhi

Pra no altar te dizer sim!

 

Paracundê...

 

Ciranda, cirandinha,

Me perdoe se eu chorar!

Só quero que tu escolhas

quem não vá te abandonar!

 

A saudade apertou,

Mesmo assim ele não voltou,

Vida de caminhoneiro é assim.

Um novo amor ele fez nascer,

Uma criança meu ventre gerou,

Fez calar todo o meu ser!

 

Hoje eu já nem sei quem sou,

Eu lhe pedi tanta atenção!

Mas a curva foi fatal

E foi você quem me deixou!

 

Paracundê...

 

O anel que tu me deste,

Era vidro e se quebrou,

O amor que tu me tinhas,

Era pouco e se acabou.

 

Entre cirandas de fitas, algumas das promessas de finais felizes não são diamantes e representam toda a fragilidade da vida... Mas até que ponto se pode culpar a falta de amor?

 

Agosto de 2015

 

 

Copyright © 2013 Naiara Lira   |  Por Tályta Almeida

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